CONTINGERE

Ana Fonseca, Bettina Vaz Guimarães, João Távora, Jorge Leal, Liene Bosquê, Maya Weishof, Miguel Santos, Susana Anágua e Zoë Sua Kay
17 Set - 31 Dez
A acontecer

SARA MAIA | Contadora de histórias

SARA MAIA | Contadora de histórias

De carácter narrativo, irónicas e apaixonadas, assim são as pinturas de Sara Maia (Lisboa, 1974). 


São imagens que convocam as contradições secretas de uma humanidade escondida em ambientes domésticos condicionados por uma moral convencional, onde a solidão e o tédio, a depressão e o desespero, o desejo e a perversão, a violência e a alienação, são desvendados por uma linguagem pictórica que recorre ao grotesco, ao desproporcionado, a um cromatismo de contrastes violentos, onde a tinta é aplicada de forma rude e expedita dando origem a trabalhos de impacto, ímpares.

ANTÓNIO GONÇALVES | CARNIS / DESIDERIUM

ANTÓNIO GONÇALVES | CARNIS / DESIDERIUM

Na continuidade da minha investigação e desenvolvimento do meu trabalho de pintura, Carne, Desejo, Religião, Eros, são algumas das bases de atenção e estudo.
Esta exposição procura mostrar um pouco mais do trabalho que vem a ser desenvolvido. O que é pintar o Desejo?
“O desejo como objecto da pintura. Pintar o desejo. Mas não é o desejo, também, aquilo que faz pintar? Não decorre toda a pintura, toda a arte, de uma enigmática necessidade pré-pessoal, do «sangue» e não da consciência, de um desejo imperativo, de uma obscura «vontade de arte»?[excerto do livro Teologia da Carne de Sousa Dias, referente á minha pintura]

JORGE LEAL | A linha é a coisa mais excitante do universo

JORGE LEAL | A linha é a coisa mais excitante do universo

Frequentemente faço o exercício de desenhar paisagens com uma cor que não tem qualquer referência com o visível.

O que pretendo é, face a uma realidade que na sua tradução gráfica é bastante abstracta, testar o grau de verosimilhança do desenho sem o auxílio de uma cor que automaticamente se associa a vegetação ou natureza. O resultado é paradoxal no sentido em que se reconhece paisagem apesar da dissociação cromática com a realidade visual.

Se o desenho é por si mesmo uma intelectualização a partir do visível, a cor das suas linhas parece confirmar a possibilidade de constituir uma alternativa visual através da dramatização desse afastamento mimético.